 As
características sócio-económicas
e culturais deste território não diferem
muito da grande maioria das regiões
mais a interior do nosso país. Estas
têm geralmente em comum o facto de se tratarem
de zonas agrícolas, com uma paisagem rural
bem preservada, fracas acessibilidades, com tradições
e uma cultura bem preservadas, mas como contrapartida,
com uma população envelhecida, fracas
habilitações, reduzida iniciativa empresarial,
desemprego e estruturas sócio-culturais insuficientes.
A elevadíssima qualidade ambiental
da costa sudoeste, suas praias selvagens e caminhos
rurais promovem o turismo, mas ainda
de modo muito sazonal, criando pressões
para mecanismos de acolhimento que estão muito
longe de um modelo de desenvolvimento sustentado.
Assiste-se, no entanto, a um momento de viragem desta
tendência, com o despertar de novas iniciativas
empresariais, na área do alojamento rural,
animação ambiental e dos desportos de
natureza, que visam aproveitar este potencial, garantindo,
no médio prazo, um desenvolvimento mais sustentado,
gerador de emprego e fixador de jovens camadas de
população.
Mais
concretamente, podemos sintetizar alguns indicadores
sociais mais relevantes:
-
Apesar de a evolução da população
manter uma tendência regressiva, são
actualmente diversas as freguesias que apresentam
valores positivos ou com quebras ligeiras. Em termos
de estrutura etária, o território
apresenta ainda um grave problema de envelhecimento,
isto é, uma elevada percentagem de idosos
e uma diminuta percentagem de jovens.
- No que respeita às habilitações
e emprego, deparamo-nos com um problema
social que se deverá atenuar com as gerações
vindouras, já que, a título indicativo,
cerca de 30% dos desempregados possuem mais de 55
anos.
•
O nível educacional da população
apresenta níveis francamente baixos, em alguns
casos com índices cerca de quatro vezes superiores
à média nacional.
•
As taxas de desemprego apresentam
valores muito elevados, sendo que a grande maioria
dos desempregados são de longa duração.
O cruzamento dos problemas de falta de serviços
sociais de apoio às crianças
e aos idosos, com o tradicional desequilíbrio
ao nível das responsabilidades familiares
faz das mulheres um grupo muito
significativo das estatísticas do desemprego
•
Relativamente às habilitações,
constata-se que cerca de 68% da população
desempregada possui 6 ou menos anos de escolaridades.
- A sazonalidade faz-se sentir
sobretudo nos concelhos do litoral onde o turismo
de verão tem vindo a crescer a um ritmo mais
significativo.
- No que respeita às vias de comunicação,
o tráfego de pessoas e bens, quer dentro
do território, quer dele para o exterior,
faz-se por via terrestre e quase exclusivamente
através do sistema rodoviário.
- As infra-estruturas e os equipamentos
sociais, estão claramente abaixo
das necessidades do território, o que, dada
a fraca acessibilidade de grande parte das localidades,
se traduz numa grave perca da qualidade de vida
das populações. Salientam-se a falta
de estruturas ao nível da saúde e
da educação.
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